quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Resumo das percepções – Rebobine, por favor


        Um filme pouco comentado pela mídia e crítica, na verdade, até mesmo ignorado pelo público, levando na versão brasileira o nojento subtítulo “uma locadora muito louca”, “Rebobine, por favor” é muito mais do que se pode imaginar.
           A indústria cinematográfica, como toda indústria, nos conduziu para um labirinto, o excesso de informação vazia, do aglomerado de opções cheios de nada, já não é mais tolerado. Chegamos a um ponto onde precisamos nos notar, temos a necessidade de reconhecer nas coisas (tanto cotidianos como na arte) algo que contribua com nossa formação, que nos forneça um diferencial, ou ainda, com o que possamos nos identificar.
          A proposta é simples, nós podemos, não precisamos depender do mercado pra termos diversão. Basta nos convencermos que a tecnologia não supera a criatividade, nunca! E mais, ninguém pode determinar o que é divertido pra você!
           Outra mensagem no discurso de Michel Gondri é: ninguém é dono de nada. Ou alguém acredita que as grandes produções cinematográficas são 100 % originais? Para isso ele manda o recado, filmes “suecados” uma clara referência à organização sueca Pirate Bay, que disponibiliza milhões de arquivos pra quem quiser baixar, trocar etc.

Segura alguns filminhos suecados, tem muito mais, se vira e acha lá no Youtube:

Predador:

Blade Runner:

O Iluminado:

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