“Quando se tenta ordenar o caos, mais caótica fica a ordem”. É possível entender o padrão que rege a complexidade do mundo? Para Max Cohen, gênio da matemática, há como descobrir um padrão numérico que se encontra em todas as coisas, uma sequencia lógica de números que se encontra no Pi. Para Max a matemática é o idioma da natureza. Conseguir as respostas para tudo, ou a resposta. é possível. Partindo disso já sabemos que o filme é loco.
O cara vive isolado em seu pequeno apartamento. Antisocial, se afasta das pessoas e somente conversa com seu antigo professor. Patológico, sofre de distúrbios psíquicos, atormentado por uma ferida na cabeça, se esconde do sol. Por causa de seu conhecimento começa a ser perseguido por um grupo de Wall Street que deseja os padrões das cotações da Bolsa de valores, e também por seita judaica que acredita que alguns números poderiam fazer contato direto com deus. Toda essa gente começa a querer arrancar o que está dentro da cabeça de Max, literalmente...Como diz a personagem de Wall Street “esse mundo é dos fortes”.
Mesmo odiando matemática é difícil não curtir o filme. A batalha entre a ordem e caos, ocorre de forma dialética, na teoria do filme, assim como no que é passado,. Vertiginoso, ficamos nas batidas do eletrônico, tentando entender, como conseguir a fórmula da vida, o idioma da natureza, deus ou números de investimentos milionários.
Em certo momento do filme, o ex professor sugere a Max que viva mais, se divirta, leia Shakespeare, pegue umas garotas, pois “não haverá ordem somente o caos”. Será possível ordenar o caos da vida, como nos números?
O que podemos comentar afinal é que esse filme é uma piração, do começo ao fim.


