sábado, 31 de julho de 2010

Blade Runner

Resumo das percepções – Blade Runner                                                                     
            Na estreia do Contracine a conversação pós-filme foi rápida, mas produtiva. Foi um consenso que os pontos fortes do filme são a visão pessimista (realista) do futuro, e a abordagem existencial. 
           Numa época onde está instaurado um estado de desorganização social, a presença excessiva de autoridade, superpopulação, urbanização desordenada, a ausência de natureza é absoluta. Isso resulta num ambiente frio, triste e feio. É o futuro, e ele está ali.
Outro ponto forte é a discussão existencial em que o filme é calcado. De um lado os replicantes, que vivem pouco, exigem de seus criadores mais tempo de vida, por valorizarem sua vida, ainda que sintética, por absorverem com sensibilidade situações que são ignoradas pelos humanos. Do outro lado, os humanos, que se aproximando da condição de deuses, por poder gerar vida e decidir o tempo que ela irá durar, já estão saturados de sua própria existência, afastados de sua humanidade, e longe de serem divindades, amargam uma vida sem sentido e sem propósito.
A angústia do replicante Nexus, por querer se agarrar à vida com todas as forças e meios possíveis, representa uma tristeza e dor incomensuráveis. Ele demonstra, também, que se aproximou ao máximo da condição de humano, dando demonstração de que é capaz de sentir desprezo, perante a vida humana, com a mesma intensidade que demonstra compaixão.

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