Rex Hoffman viaja com a namorada, da Holanda para França, curtir as férias e passear de bicicleta. Durante a viagem param num posto de gasolina, Saskia vai comprar refrigerante e desaparece. Três anos depois Hoffman começa a receber cartas do sequestrador, que gradativamente se aproxima, revela sua identidade e mostra o que realmente aconteceu. É fácil perceber a sensação terrível que o filme transmite. O sofrimento de Hoffman, que inconformado busca a verdade. Eis a definição de suspense e angústia. Ficamos suspensos, e assim como o protagonista, desejamos um fim, que tudo acabe, mesmo se acabar conosco. Angustiados,queremos saber e quando sabemos, vem o arrependimento, o melhor é a escuridão.
Também surge aos olhos um vilão como nenhum outro (vilão é usado para facilitar a compreensão do texto, mas há bons vilões), bem sucedido, perspicaz, objetivo, que “vai contra o que está determinado”. Pai de família, que sabe que para ser bom, precisa experimentar o mau, mas aqui paramos, se não esculhamba a sensação de expectativa.
O medo de perder alguém vem à tona. A ligação com uma pessoa pode ser tanta, que não pensamos, se essa pessoa sumir?
Desse filme foi feita outra versão, americana, e como de costume deu bosta, um lixo indigno de Sessão da tarde. Não há comparações com o original, que é no minimo...original. O roteiro é baseado no livro The Golden Egg.

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